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Pedreirão de Salto de Pirapora

15 15UTC Fevereiro 15UTC 2010 Publicar um comentário Go to comments

Nesse último final de semana eu e minha mulé fizemos uma viagem legal. Bom, não foi assim uma viaaagem, mas foi bem divertido. No sábado depois do almoço, depois de uma rápida pesquisa no Maps e no Youtube, decidimos tentar achar a tal pedreira em Salto de Pirapora, uma cidadezinha do lado de Sorocaba e a mais ou menos 80km daqui de Indaiatuba.

Arrumamos as malas correndo, abastecemos a motoca e depois de umas duas horas (a motoca é velha. Não dá pra abusar), um caldo de cana e um tanque de gasolina a gente já tinha chegado em Salto (é assim que a turma chama. Mesmo que exista outra Salto, ninguém fica falando “Salto de Pirapora”, só Salto). Procuramos uma pousada por lá antes de ir pra pedreira e descobrimos que o lugar é pobre de hospedagem (achamos apenas duas pousadas lá. Uma não aceitava casal [?] e outra não tinha ninguém pra atender. Além dessas pousadas achamos um pulgueiro inominável com quartos feitos de divisórias de eucatex. Ninguém aqui é fresco, mas lá não dava pra ficar) . Tá certo, não existe razão de ficar por lá mesmo, além da pedreira.

Fomos direto pra pedreira e trocamos de roupa no banheiro (que não tinha como trancar a porta) de um butequinho lá perto. Cara! Pelas fotos a pedreira parece ser legal, mas quando você chega lá e vê ao vivo percebe que é mais legal ainda. O lugar não tem muita estrutura (tem a tia do churrasco de gato e o cara que aluga bóias e vende cajibrina) mas acho que, por isso, é até mais gostoso.

O pedreirão

O pedreirão

“As Pedreiras, como ficaram conhecidas entre os mergulhadores locais, surgiram com o alagamento de uma área de mineração de calcáreo. As máquinas de extração atingiram há alguns anos um lençol freático, que foi desviado para fora do sítio através de bombas hidráulicas. Quando a mina foi desativada, a água acabou por alagar o espaço, criando dois lagos, um com 36 metros de profundidade e a principal, com profundidade girando em torno dos 75m. Esta última, chegou a ter 84m de profundidade, porém, o a abertura da passagem desta pedreira para uma outra ao lado, seu nível diminuiu rapidamente.


O local, a apenas 100 km de São Paulo, acabou se tornando uma alternativa para várias escolas e operadoras da capital e do interior do Estado. A proximidade torna possível ir até as Pedreiras e voltar no mesmo dia, sem a necessidade de pernoite. Além da facilidade de transporte, os mergulhos são realizados sem barco. Para cair na água, basta dar o passo de gigante em uma das bordas do lago, pois, em alguns pontos, a profundidade já começa em 15m.”

Ficamos lá até as 19:00. Ainda tava claro e não dava vontade de sair. Fomos pra Sorocaba, jantamos num restaurante japonês abandonado (o lugar é tão obscuro que não tem nem no santo Google. Fica do lado desse aqui) e passamos a noite num hotel, tomamos um café da manhã lixoso no Extra e zarpamos pra Salto de novo. Quase lá a moto quebra, pra variar. A corrente estourou e ficamos lá no meio do nada. Tentei consertar mas não rolou porque não tinha ferramenta pra isso. Pouquinho tempo depois já tinha um palpiteiro lá (apesar de palpiteiro achei o cara legal) e logo depois um guincho da DER parou pra dar um mão. Sorte que o cara tinha uma caixa de ferramentas (entre elas o bom e velho alicate universal e a necessária chave 19) e a gente conseguiu consertar o bagulho.

E tocamos pra pedreira de novo. Passamos o dia todo flutuando nas bóias e curtindo o sossego (que só se encontra lá do outro lado do buraco, porque no início é cheio de gente e carros fazendo duelo de som). Um amigo encontrou a gente por lá. A moto ameaçou quebrar de novo (o conserto foi meio vagabundo) e resolvemos guinchar com a Strada do nosso camarada.

E até que enfim a gente chegou em casa, só o pó da rabiola, com a moto encostada mas com o fim de semana bem aproveitado.

Segue abaixo algumas dicas pra você aproveitar melhor o lugar:

  • Se você não gosta de muvuca evite os domingos e feriados. Caso só possa ir nesses dia procure ir o mais cedo possível. Antes do almoço não tem tanta gente. Na parte da tarde aquilo ferve de molecada competindo pra ver quem pula mais do alto ou pra ver quem tem o som mais potente no carro. E o repertório é RAP, funk ou banda Dejavu.
  • Leve bóias (ou colete salva-vidas, colchão inflável ou qualquer coisa que flutue) ou alugue no local. Na barraquinha que tem lá, até ontem custava R$ 2,00 por bóia e um documento calção (você tem que deixar algum documento pra pegar devolta quando você devolver a bóia). Mas vale a pena. Nenhum lugar da pé. Você logo cansa de nadar e no poção é uma chatice ficar saindo e entrando toda hora.
  • Passe MUITO protetor solar. Como a água é geladinha você não percebe mas o sol de lá é assassino.
  • Não tem restaurantes ou comida decente por perto (tirando o churrasco de gato da tia). Se for de carro leve lanche. Se preferir pode ir almoçar em Salto.
  • Ir de moto é bem legal mas tem suas desvantagens. Não tem onde guardar sua coisas lá. Você pode deixar suas coisas na barraquinha de bóia se confiar (eu não confio) ou arriscar deixar num local que você possa ver, mas qualquer lugar que você possa ver não é perto o suficiente pra você impedir que levem suas coisas. O ideal é ir com um carro de apoio ou uma galera grande. Ou, dane-se, largue as coisas em qualquer lugar e tenta a sorte (que nem a gente fez. Incrivelmente não sumiu nada).
  • Se você não sabe nadar muito bem não arrisque. Em nenhum lugar dá pé.

E aqui abaixo um vídeo que fizemos por lá!

Mais sobre a pedreira de Salto de Pirapora?

DesciclopédiaSalto de Pirapora – A Pedreira

Brasil Mergulho – Pedreira Salto de Pirapora

As novas do Galeriani – A Pedreira de Salto de Pirapora

Spin Travel – Ecoturismo: mergulho na Pedreira (Salto de Pirapora-SP), Brasil

Aldemar’s Scuba Diving Site – Galeria de Fotos – Pedreira, Salto de Pirapora, SP

  1. Maria Bonita
    10 10UTC Março 10UTC 2010 ás 13:08 | #1

    Cuidado pra não se afogar por lá! Se não sabe nadar, não se arrisque!

  1. 9 09UTC Dezembro 09UTC 2010 ás 18:49 | #1

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